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25/09/2017

ANOS DE GLÓRIAS | ASA completa 65 anos de história com várias conquistas e em busca de um recomeço

Apesar de 2017 ter sido uma temporada atípica na história da Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA), principalmente por conta do rebaixamento a série D do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro nem sempre viveu momentos de tristeza durante os seus 65 anos de história completados nesta segunda-feira (25). Títulos, acessos, vitórias marcantes, eliminações memoráveis de grandes clubes do futebol nacional, apenas algumas das façanhas do Fantasma arapiraquense nessa curta trajetória no futebol que fizeram seus torcedores vibrarem de alegria e se vangloriar de torcer por um clube tão Gigante no cenário nacional.


Na construção da ferrovia, surge o Ferroviário


Com apenas 27 anos de emancipação política, em 1951, Arapiraca era um município que trilhava novos rumos para o desenvolvimento local, abrangendo a fumicultura, o artesanato e a feira livre municipal, destaque em todo o Nordeste brasileiro. Para que o progresso não parasse, o prefeito da ocasião, o Dr. Coaracy da Mata Fonseca, em parceria com Camilo Collier dava início às obras da estrada de ferro, essa que pudesse contribuir com o comércio arapiraquense.


Por possuir muitas pessoas trabalhando nas obras da ferrovia, Collier buscava um meio para que os trabalhadores pudessem se divertir em seus dias de folga. Foi quando, a pedidos, o empresário optou pela construção de um campo de futebol, formando desta forma, o time do Ferroviário com as cores em preto e branco.


O fim das obras, a extinção do Ferroviário e o início de uma nova história


Com a conclusão das obras da estrada de ferro, o Ferroviário também teve um fim. A população arapiraquense se via indignada, pois os jogos do time alvinegro era a única forma de diversão que a população possuía naquela época. Inconformados pela perda do futebol aos domingos, empresários e autoridades da cidade, após várias discussões, decidiram fundar, no dia 25 de setembro de 1952, a Associação Sportiva de Arapiraca, o ASA, que surgia da força do empreendedor Antônio Pereira Rocha, o primeiro presidente do clube alvinegro.


O primeiro título alagoano


A história de glórias do alvinegro se inicia em 1953, com apenas meses de existência, o ASA disputava o seu primeiro torneio, o Campeonato Alagoano, esse ligado a Federação Alagoana de Futebol (FAF).


Naquele ano, o Gigante Arapiraquense sagrou-se campeão estadual, após ser o maior vitorioso da divisão realizada entre os times do interior do Estado de Alagoas e pela opção do Ferroviário de Maceió de não disputar a finalíssima contra o ASA na ocasião.


O hino


A história alvinegra prosseguiu e com ela veio a criação do hino do ASA, letra do professor Pedro de França Reis e música do maestro Jovelino José de Lima. A partir daí surgiu o primeiro canto da torcida arapiraquense para incentivar o time nas partidas: “Uh, ASA Gigante!”.


Após assombrar adversários pelo Nordeste, surge o famoso apelido


Durante as décadas de 60 e 70, o Gigante Arapiraquense ficou conhecido pelo apelido de “Fantasma das Alagoas”, menção as vitórias conquistadas nas viagens realizadas pelo Nordeste brasileiro.


O "anjo das pernas" tortas vestiu o manto Alvinegro


Em 1973, um ídolo da seleção brasileira de futebol, o genial Mané Garrincha, vestiu o manto ASA e ajudou na vitória diante do time do CSA pelo placar de 1 a 0. Certo que o craque não foi o autor do gol, mas o passe saiu das suas pernas tronchas aos 32 minutos do segundo tempo.


Mudança de nome


Em meados de 1977, a Associação Sportiva de Arapiraca passava a se chamar Agremiação Sportiva Arapiraquense, mantendo a sigla ASA e as cores em preto e branco.


Participação positiva no Campeonato Brasileiro


No Campeonato Brasileiro de 1979, o Fantasma das Alagoas ficou conhecido nacionalmente pela excelente campanha realizada naquele ano. O time de Arapiraca chegou a segunda fase da competição nacional com cinco vitórias consecutivas.


O campeão voltou, gol de cabeça de Jaelson, quebra jejum de títulos do Alvinegro


Após um longo período de espera, 47 anos do seu primeiro título, em 2000, o ASA voltava a ser campeão estadual. O alvinegro desbancou o CSA, jogando no Estádio Rei Pelé, pelo placar de 1 a 0, gol do volante Jaelson Marcelino aos 25 minutos do segundo tempo.


O campeão da década


Logo após o fim desse jejum de títulos, os arapiraquenses comemoravam uma sequência vencedora de campeonatos estaduais, além do título de uma competição interestadual, a Copa Alagipe de 2005. Foram mais cinco títulos estaduais: 2001, 2003, 2005, 2009 e 2011.


Assombrando grandes clubes do futebol nacional


Além da sequência de títulos estaduais na década, o Alvinegro ficoou conhecido nacionalmente após eliminar o Palmeiras na edição de 2002 da Copa do Brasil. Em Arapiraca, o Alvinegro venceu por 1 a 0 e no jogo de volta no Palestra Itália o verdão venceu por 2 a 1, mas o gol sofrido em seus domínios deu a classificação ao clube arapiraquense. Outras campanhas memoráveis na competição nacional marcaram a trajetória do ASA, como por exemplo a vitória por 2 a 0 contra o Coritiba nesta temporada, em que o Alvinegro eliminou o clube paranaense em pelo Couto Pereira.


O clube arapiraquense acumula 13 participações na Copa do Brasil e em 2018 vai para sua décima quarta, a décima consecutiva, por três vezes chegou a terceira fase, as melhores participações na competição nacional.


2009, o ano que marcou a história Alvinegra 


No mesmo ano em que foi campeão alagoano, o destino parecia querer mais para o Fantasma das Alagoas e ainda em 2009, em uma campanha vitoriosa, o ASA conquistou o acesso para disputar a Série B de 2010, graças ao jogo que ficou conhecido em Arapiraca como a Batalha do Acre.


O quase no Nordeste e o primeiro rebaixamento


A temporada 2013 começou promissora para o ASA, com uma campanha de recuperação conseguiu a classificação para as quartas-de final da Copa do Nordeste, após perder os três primeiros jogos da primeira fase conseguiu vencer os três seguintes e avançou de fase, pegando o ABC na sequência da competição. Contra o clube potiguar empatou o jogo de ida em Arapiraca por 0 a 0 e uma vitória de virada em Natal por 2 a 1 garantiu o Alvinegro na semifinal da Copa. Nesta fase, o ASA enfrentou o Ceará, empate por 3 a 3 em casa e uma vitória marcante por 1 a 0, gol de Léo Gamalho, em Fortaleza, calando mais de 55 mil torcedores do Vovô na Arena Castelão.


Na decisão o Fantasma arapiraquense enfrentaria o Campinense da Paraíba, para o ASA o título seria o auge de sua história, mas o Alvinegro não conseguiu derrotar a equipe paraibana e acabou na segunda colocação da Copa do Nordeste 2013. No campeonato alagoano o time arapiraquense foi eliminado para o CSA na semifinal e na série B amargou o primeiro rebaixamento de sua história.


Quatro temporadas na série C, dois quase e um rebaixamento


Após ser rebaixado da Série B para a C em 2013, o Alvinegro passou quatro temporadas na terceira divisão. Em 2014, fez uma campanha razoável e permaneceu na competição para a temporada seguinte. Em 2015 e 2016, esteve próximo da volta a série B, mas terminou sendo eliminado nas quartas-de-final para Tupi-MG e Guarani-SP, respectivamente. Já em 2017 o clube arapiraquense viveu o pior momento de sua história, sendo rebaixado da série C para a série D.


2018 será o ano do recomeço para o Alvinegro Gigante de Alagoas


Superação, recomeço, reestruturação e reabilitação, essas são apenas algumas das palavras que o ASA terá que colocar em seu vocabulário para a temporada 2018 nas competições que irá disputar, Campeonato Alagoano, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série D. Será uma temporada em que o Alvinegro terá que recomeçar, para voltar a figurar de uma maneira ainda mais brilhante no cenário nacional.


 

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